ENTRECAMPOS

ENTRECAMPOS

Original de 7 peças com 29,5x41cm cada 

Tinta acrílica ecológica à base de água e pastel seco s/ papel

Licitação mais alta: 120€

(o valor da licitação é atualizado todos os dias às 18:00 horas)

Ouve a narração da autora:

Atravesso a pé e com toda a calma o jardim do Campo Grande, seguindo o percurso da ciclovia, até à rotunda de Entrecampos.

Percurso este que conheço de cor, mas num registo diferente, trocando o pé pelo pedal da bicicleta e a calma pela pressa de chegar ao escritório.


Hoje não tenho pressa.

Nunca tinha parado para ouvir o som que as árvores que ladeiam a ciclovia fazem, quando sacudidas pelo vento. Nem nos imensos tons de verde das folhas e no fresco que faz, debaixo das suas copas em túnel. Abstraio-me do barulho dos carros e do radar que avisa ser uma via controlada.


Cruzo-me com algumas pessoas, apressadas para ir sabe-Deus-onde. Há um enorme fluxo de bicicletas, que se acumulam no semáforo da rotunda – estas são as que mais pressa têm, ultrapassando-se em grande velocidade e aproveitando cada aberta sem carros, para atravessar no vermelho.


Sento-me num banco, já na Avenida da República, com o meu caderno pousado sobre os joelhos e aguço os sentidos.

Vejo parar o autocarro que vai para as Amoreiras – o 783. Vem carregado de gente – uns saem, outros entram e segue viagem, Avenida abaixo.


Um outdoor com intenções políticas exige igualdade para todos;

Uma buzina estridente de um carro exalta-se sem aviso prévio, assustando quem, como eu, passeia na rua;

Alguém cruza o meu caminho e despede-se, em inglês, de outro alguém que escuta do lado de lá da linha: “bye bye!”;

Um estudante pede indicações: “A faculdade é mais lá para cima, ou mais lá para baixo?”.


Fixo a minha atenção no enorme descampado, onde foi em tempos a feira popular, agora vedado aos transeuntes, deixando apenas vislumbrar por cima das redes escuras o topo das gruas, que aguardam pacientemente ordens para começar a trabalhar.

Uma lona gigantesca ocupa toda a fachada de um prédio com vista privilegiada sobre o descampado. “Idealista. A app imobiliária líder em Portugal”, anuncia.

Todos os dias, no caminho de regresso a casa, pedalando a minha bicicleta azul bebé, me cruzo com esta imagem verde fluorescente. No meu cálculo mental, onde conto os minutos que faltam até chegar a casa, este é um marco importante. Sei que me faltam 10 minutos, assim que avisto a mancha verde do anúncio no horizonte.


“Há coisas diferentes e há coisas diferentes!”.

“Eles estão connosco uma semana sim, uma semana não”.

“E gostaram lá da… da… dinâmica?”


Desta vez, não consigo acompanhar uma conversa do início ao fim, mas também há qualquer coisa de intrigante nas palavras em movimento. “Palavras leva-as o vento” e estas viajam à velocidade dos passos apressados de quem já seguiu.


Faço os meus habituais registos. Escrevo, desenho, fotografo, filmo.


E tal como as palavras, em movimento, sigo o meu caminho de volta a casa, neste registo que tanto gosto, a pé e sem a habitual pressa para chegar.

LICITAÇÃO

O grande objetivo desta exposição de pintura é o de servir a comunidade e todas as receitas serão doadas a associações de solidariedade social.

Licitação mais alta: 120€

(o valor da licitação é atualizado todos os dias às 18:00 horas)

FAQ

Caso tenhas alguma dúvida, envia um email para:

Info.portugal@cushwake.com

Todas as receitas vão reverter para as associações de solidariedade social parceiras desta exposição.

É simples. Quando a exposição terminar, serão avaliadas todas as licitações de acordo com o local onde foram submetidas. A licitação mais alta para determinada peça será evidentemente a “vencedora”. Por exemplo, se a licitação mais alta para determinada peça for no Palácio Sotto Mayor, então a receita será doada à associação Associação Auxílio e Amizade que é a que tem um papel ativo na freguesia de Arroios.

Contactaremos os felizes contemplados entre 11 e 15 de março.

Todos os pagamentos serão feitos diretamente às respetivas associações, no final da exposição.

As obras serão levantadas nas respetivas Associações.

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A ARTISTA

MADALENA FREITAS

Madalena Freitas, de 36 anos, é licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes, da Universidade de Lisboa.


Geriu uma galeria de arte no Chiado e quando esta fechou, em plena crise de 2010, fez uma pós-graduação em Design Gráfico na FLAG, que lhe abriu novas portas no mundo do Design.


Antes de ingressar na Cushman & Wakefield trabalhou em agências de comunicação e foi freelancer durante 5 anos. Desde 2019 assumiu a função de designer gráfica na equipa de Marketing da consultora.


Viveu um ano em Valencia, onde foi monitora de crianças no atelier educativo do museu de Arte Moderna (IVAM).


Cresceu em Alcácer do Sal, tem dois filhos, de 7 e 5 anos e além de pintar também tem um especial interesse pelo cante alentejano e lírico, técnica que aperfeiçoou no conservatório de Lisboa e Setúbal.

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A Cushman & Wakefield (NYSE: CWK) é uma consultora líder global em serviços imobiliários que cria valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman & Wakefield está entre as maiores empresas de serviços imobiliários com 52.000 colaboradores distribuídos por 400 escritórios em 60 países. Em 2022, a consultora registou uma faturação de 10,1 mil milhões de dólares através de serviços de agência, representação de inquilinos, vendas e aquisições, gestão de imóveis, gestão de projetos, consultoria e avaliações. Conta ainda com vários reconhecimentos da indústria e das empresas pela cultura e compromisso com a diversidade, equidade e inclusão (DEI), bem como com o meio ambiente, a sociedade e a governança (ESG). Globalmente, foi premiada pela Euromoney como a Melhor Consultora Imobiliária do mundo por cinco anos consecutivos (2018-2022).  Para saber mais visite www.cushmanwakefield.com