PARQUE

DAS NAÇÕES

PARQUE DAS NAÇÕES

Original de duas peças com 65x100cm cada

Tinta acrílica ecológica à base de água e pastel seco s/ papel

Licitação mais alta: 151€

(o valor da licitação é atualizado todos os dias às 18:00 horas)

Ouve a narração da autora:

Chove a cântaros. Refugio-me no centro comercial Vasco da Gama, onde não entrava desde os meus tempos de adolescência. Era aqui que vinha com o meu pai, quando precisava de roupa nova. Eu preferia sempre a sua companhia, pois nunca me questionava se precisava realmente de mais 4 pares de calças, ao contrário da minha mãe, que não comprava nada que não fosse estritamente necessário. Na sua opinião, eu pouco precisava do que quer que fosse.

 

Enquanto espero que a chuva dê tréguas, subo ao quiosque no último piso e sento-me numa mesa da esplanada exterior. O embate violento das pingas gordas no chão, abafa as conversas das poucas mesas ocupadas ao meu lado.

 

Levanto-me e termino os últimos goles já sentada na escadaria que vai dar ao exterior, com vista sobre o Rossio dos Olivais e o rio Tejo, mais ao fundo.

 

Abro o meu caderno e gatafunho qualquer coisa. O movimento nas escadas rolantes – uma mãe que sobe com a filha pequena, atenta ao último degrau traiçoeiro. Dois adolescentes de gel no cabelo e rapado por baixo, como agora se usa, descem apressados e usando expressões que me fazem sentir desatualizada.

 

A chuva abrandou e arrisco-me a um passeio junto ao rio.

Tive sorte, como de costume, e não caíu uma só pinga enquanto estive debaixo do céu.

Faço uns vídeos mais conceptuais, com a camera fixa num ponto para captar apenas o vaivém de pessoas, que se atravessam diante dela.

 

Atravesso o Rossio dos Olivais, fitando o Tejo à minha frente, como um alvo. É para lá que me dirijo. Pelo caminho, um grupo de rapazes desvia a minha atenção por um momento, comentando as várias bandeiras em exibição que representam os países membros da União Europeia. “Aquela amarela e preta é a da Bélgica, não é?”. Eu avalio com o olhar e testo o meu próprio conhecimento, respondendo em pensamento.

 

Mais adiante, já bem perto do rio, vejo suspensas as cabines do teleférico, que deslizam silenciosamente através dos cabos de uma estação para a outra. Na altura da expo 98, celebrava eu os meus 11 anos e o que mais ansiava era “voar” numa destas cabines.

 

O céu ameaça mais chuva, mas eu decido continuar o meu passeio até conseguir avistar o edifício Lumnia. Não vou tão longe, sento-me num banco de pedra e fico a observar os pescadores em frente. Um casal de reformados passa de braço dado, e um grupo de 3 ou 4 adolescentes planeiam “entrar numa loja bué cara, experimentar tudo e ir embora, só porque afinal não gostamos da cor”. Pergunto-me se cheguei alguma vez a ser tão parva, enquanto crescia.

 

As gaivotas voam em círculos, ansiando a mínima distração dos pescadores para lhes atacar o peixe. Existem poucos sons mais relaxantes que o grito das gaivotas, junto ao rio.

 

É hora de fechar o caderno e percorrer o caminho de volta até ao carro. Vai mesmo chover.

LICITAÇÃO

O grande objetivo desta exposição de pintura é o de servir a comunidade e todas as receitas serão doadas a associações de solidariedade social.

Licitação mais alta: 151€

(o valor da licitação é atualizado todos os dias às 18:00 horas)

FAQ

Caso tenhas alguma dúvida, envia um email para:

Info.portugal@cushwake.com

Todas as receitas vão reverter para as associações de solidariedade social parceiras desta exposição.

É simples. Quando a exposição terminar, serão avaliadas todas as licitações de acordo com o local onde foram submetidas. A licitação mais alta para determinada peça será evidentemente a “vencedora”. Por exemplo, se a licitação mais alta para determinada peça for no Palácio Sotto Mayor, então a receita será doada à associação Associação Auxílio e Amizade que é a que tem um papel ativo na freguesia de Arroios.

Contactaremos os felizes contemplados entre 11 e 15 de março.

Todos os pagamentos serão feitos diretamente às respetivas associações, no final da exposição.

As obras serão levantadas nas respetivas Associações.

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A ARTISTA

MADALENA FREITAS

Madalena Freitas, de 36 anos, é licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes, da Universidade de Lisboa.


Geriu uma galeria de arte no Chiado e quando esta fechou, em plena crise de 2010, fez uma pós-graduação em Design Gráfico na FLAG, que lhe abriu novas portas no mundo do Design.


Antes de ingressar na Cushman & Wakefield trabalhou em agências de comunicação e foi freelancer durante 5 anos. Desde 2019 assumiu a função de designer gráfica na equipa de Marketing da consultora.


Viveu um ano em Valencia, onde foi monitora de crianças no atelier educativo do museu de Arte Moderna (IVAM).


Cresceu em Alcácer do Sal, tem dois filhos, de 7 e 5 anos e além de pintar também tem um especial interesse pelo cante alentejano e lírico, técnica que aperfeiçoou no conservatório de Lisboa e Setúbal.

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A Cushman & Wakefield (NYSE: CWK) é uma consultora líder global em serviços imobiliários que cria valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman & Wakefield está entre as maiores empresas de serviços imobiliários com 52.000 colaboradores distribuídos por 400 escritórios em 60 países. Em 2022, a consultora registou uma faturação de 10,1 mil milhões de dólares através de serviços de agência, representação de inquilinos, vendas e aquisições, gestão de imóveis, gestão de projetos, consultoria e avaliações. Conta ainda com vários reconhecimentos da indústria e das empresas pela cultura e compromisso com a diversidade, equidade e inclusão (DEI), bem como com o meio ambiente, a sociedade e a governança (ESG). Globalmente, foi premiada pela Euromoney como a Melhor Consultora Imobiliária do mundo por cinco anos consecutivos (2018-2022).  Para saber mais visite www.cushmanwakefield.com